Que tal? uma tradução mais natural.

maio 14, 2015 § Deixe um comentário

(este é um rascunho antigo que não concluí, vou liberar no blog como está já que não tenho mais pretensão nenhuma em desenvolver esse projeto ; os exemplos são comparativos de minha tradução com a publicada pela Rocco)

-Tentar, na medida do possível, eliminar a sensação de que estamos lendo um texto “traduzido”

-Devemos aceitar, sem ressalvas, de que muitas expressões em lingua estrangeira simplesmente não funcionam em português!

-Nomes proprios; adaptar ou manter a grafia original? Qual o grau de distanciamento que isto pode causar e até onde o que vale para nomes próprios valerá para nomes comuns?

Antônio sempre contou sua idade em anos de cachorro. Quando tinha sete anos, se sentia gasto como um homem de quarenta e nove; com onze, estava desiludido com um velho de setenta e sete anos. Hoje, com vinte cinco anos, desejando uma vida mais tranquila, Antonio tomou a decisão de cobrir seu cérebro com o manto da estupidez. Não poucas vezes ele constatou que “inteligência” não passa de uma palavra bonita para designar idiotices bem escritas, é um termo tão pevertido que muitas vezes é mais vantajoso ser um burro do que um intelectual sacramentado. A inteligência nos faz infelizes, solitarios, pobres, enquanto a aparência de inteligência oferece uma imortalidade de papel de jornal e a admiração daqueles que acreditam em tudo que lêem.

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Sempre parecera a Antoine contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto com um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranquila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é a palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que frequentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que leem.

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